domingo, 30 de agosto de 2009

Sede da Unilever, em Villa Elisa, Paraguai

Pré-fabricação de painéis de tijolos cerâmicos traz novas descobertas e tecnologias ao uso de materiais tradicionais - e, na forma de um brisesoleil, trabalha a imagem corporativa da sede da Unilever no Paraguai



A primeira visão que se tem do edifício, ao longe, é a do brise-soleil cerâmico que se ergue em perspectiva e protege a fachada sul da sede da Unilever, na pequena cidade de Villa Elisa, Paraguai, região metropolitana de Assunção. Um elemento de força, que trabalha a imagem corporativa da multinacional. Essa, aliás, era uma das exigências do concurso de anteprojeto vencido pela equipe do Gabinete de Arquitectura: um edifício que investisse na imagem corporativa, com valores ambientais, qualidade espacial e desenvolvimento com inovação. Era também necessário ser financeiramente atrativo e ter funcionalidade nos espaços propostos.

O local da obra herdava uma fábrica abandonada, com uma pequena edificação na porção leste e alguns pilares construídos. Uma das primeiras decisões foi utilizar a cobertura de aço da construção existente, de duas águas. Mas invertê-la e posicioná-la na parte oeste do terreno, passando a cobrir um novo espaço. A laje então exposta da antiga construção assumiu a função de um terraço-jardim.

Nas fachadas norte e sul, o brise é o protagonista. "As altas temperaturas no Paraguai fazem com que 47oC seja algo comum. Por isso, construir sombras é uma exigência", explica Solano Benítez. Para buscar eficiência do material e eficiência financeira de construção, desenvolveu-se um sistema de pré-fabricação de painéis cerâmicos, feitos com tijolos instalados "em pé" nas fôrmas, solução para gerar economia e máxima utilização do material. Primeiro, faz-se a estreita laje, que recebe os painéis, um a um. Há vergalhões apenas nas lajes. "Utilizamos o solo e a gravidade como aliados", conta. "Construímos como se constroem pontes, fazendo com que cada parte que se levante seja a que possibilite levantar a seguinte", explica.

A fachada norte, na parte posterior do terreno, foi a primeira a receber o brise. Por desconfiança dos engenheiros, ganharam reforços com cabos de aço. Mas estão lá apenas de enfeite: testes garantiram o equilíbrio do conjunto, submetido a provas de esforços. E a fachada sul, a principal, pôde receber o brise sem os cabos de aço. O desenho trabalha a perspectiva e brinca com o olho humano: dependendo de onde se está, não se percebe que a primeira laje, no alto, é paralela ao chão.

"Essa condição de olhar os materiais como uma matéria nos permite imaginar novas formas de trabalhar com peças que já temos à disposição, mas exigindo que os novos desenvolvimentos sejam capazes de responder a condicionantes antes não solicitadas pela tradição", diz Solano.

Na entrada do edifício, painéis de vidro dispostos em um quase ziguezague marcam a recepção, que traz cadeiras de chapas de aço também fabricadas pelo arquiteto. São feitas com apenas uma chapa com as extremidades cortadas na diagonal, e dobrada para que tenha seis lados. Na área do staff, o grande chamariz é o jardim de inverno, instalado de forma triangular a leste da planta, em uma abertura na antiga laje. Para seu fechamento, vidro. Sem nenhum caixilho ou outro suporte estrutural: os vidros se autossustentam. "Os vidros são erguidos como volumes, não como planos", explica Solano. São peças de 8 mm a 10 mm, instaladas na diagonal e com faces formando volumes em uma linha não contínua. A partir do meio, os volumes se invertem.

O tijolo cerâmico marca também os interiores. Seja nos vértices que delimitam o auditório, seja na cobertura cerâmica de alguns corredores ou como peças quebradas, com as pontas aparentes em uma das salas de reunião.

Na cobertura plana, tradicionais telhas cerâmicas cobrem o espaço para proteger a impermeabilização, evitam a superexposição da laje ao sol e delimitam o caminho em que não se pode pisar - enquanto deques de madeira guiam os visitantes aos espaços ocupáveis na área da laje da antiga edificação, hoje cumprindo também a função de terraço.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Italiana Fhiaba chega ao Brasil

O refrigerador com cave integrada está à venda na Florense

O refrigerador com cave integrada está à venda na Florense

A Elettromec passa a distribuir com exclusividade os refrigeradores da marca italiana Fhiaba, reconhecida por seus produtos de alta performance, que aliam luxo e design.

Entre os lançamentos, o refrigerador em inox com máquina de gelo interna, sistema de resfriamento rápido de bebidas, que pode acompanhar adega climatizada com capacidade para 60 garrafas e prateleiras em madeira para melhor controle de umidade.

O preço médio do conjunto é de R$ 80 mil.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Dracena Home inagura no Itanhangá

A gaiola menor custa R$ 138, já a versão grande sai por R$ 218

A gaiola menor custa R$ 138, já a versão grande sai por R$ 218

A Dracena Home acaba de abrir as portas no Espaço Itanhangá. São mais de 400 itens para decoração que primam pela delicadeza, com foco na natureza, em geral feitos em madeira de demolição, alumínio reciclado, ferro forjado, vidro, resina e osso.

Vasos de alumino que imitam bambu gigantes estão entre os destaques da loja

Vasos de alumino que imitam bambu gigantes estão entre os destaques da loja